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sábado, 11 de agosto de 2012

[NOSSOS AUTORES], por Ju Costa

Em 1999 ele foi demitido da empresa de cartões de crédito onde trabalhava. Usou o valor do seu FGTS para produzir mil exemplares de seu livro. Talvez vocês já tenham ouvido falar... um livro meio desconhecido, coisa pouca... apenas se tornou um best seller... apenas...
                Estou falando de André Vianco e “Os Sete”.
                Eu tenho que confessar que adoro essa história. E como não adorar?



Sinopse: Uma caravela portuguesa naufragada há cinco séculos é descoberta no litoral brasileiro. Dentro dela, sete cadáveres aprisionados em uma caixa de prata, acusados, na época, de bruxaria. Universitários irão estudar os cadáveres, que estão em perfeito estado de conservação... Será que estão mesmo mortos?







Uma curiosidade: Inicialmente o livro ia falar apenas sobre dois vampiros e o título ia ser “Os Dois”, mas Vianco não ficou satisfeito e fez mais cinco vampiros pra história! Porque – é claro – vampiros nunca são demais!

“Os Sete” foi um dos primeiros livros de vampiro que eu li, e o primeiro que se passa no Brasil. Foi uma experiência muito boa, como livros de vampiro geralmente são! =) Recomendo muito.

De lá pra cá, Vianco escreveu vários outros livros e se tornou um dos maiores escritores nacionais do estilo.




Atualmente, Vianco está trabalhando em seu livro “As Crônicas do Fim do Mundo”. Para quem tiver interesse em dar uma olhada, o primeiro capítulo está disponível aqui.

A obra, que vai chegar a 700 páginas, vai trazer alguns personagens de outros livros de Vianco. Vai ser interessante, principalmente, para quem já acompanha o trabalho do escritor.

Acima de qualquer outra coisa, André Vianco é um excelente exemplo para as novas gerações de escritores nacionais. Um exemplo de que se deve acreditar no próprio trabalho e de que não se deve desistir!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

[RESENHA] O Bom Partido



Livro: O Bom Partido
Autor (a):Carly Phillips
Editora: Essência


Resumo: Segunda parte da trilogia iniciada com O solteirão, o livro conta os encontros e desencontros amorosos do policial Rick Chandler.

Não há uma única mulher em Yorkshire Falls que resista ao lendário charme dos irmãos Chandler. Até então, o policial Rick Chandler conseguira esquivar-se dos ataques casamenteiros de toda a população feminina da cidade. Mas será que ele resistirá ao chamado de uma noiva em fuga?

Em O bom partido, Carly Philips, autora de O solteirão, mistura romantismo e humor em uma história de encontros e desencontros.





Resenha:

Nesse segundo livro da trilogia, conheceremos o delicioso policial da cidade Yorkshire Falls, Rick Chandler.
Rick é o segundo irmão Chandler ( os irmãos mais cobiçados da cidade), e após o sucesso de casar o caçula sua mãe não está medindo forçar para casar o seu filho do meio também. Sua necessidade de netos é surpreendente..kkkkk
Ela praticamente jogou todas as mulheres solteiras da cidade para cima do belíssimo policial  Chandler, mas ele está irredutível e não há uma mulher na cidade que chegue perto de fazer o policial abrir o seu coração (a tanto tempo trancado).
Ao ser notificado de para ajudar um carro quebrado na estrada, ele chega no local e a cena que ele encontra (uma mulher vestida de noiva dentro do carro com a maquiagem toda borrada) ele tem certeza que é mais uma tentativa de pegá-lo de jeito.
A forasteira em questão, Kendall, consegue chamar a atenção do distante policial. E um acordo entre os dois,as complicações, uma irmã rebelde, uma mãe xereta e uma cidade onde nada passa despercebido irão mudar totalmente a vida desses dois, de uma forma que nenhum esperava.
Uma história deliciosa, engraçadíssima, encantadora e picante...kkkk.... Conquista o leitor desde o primeiro momento até o fim.


Leia um trecho desse livro Aqui 

Confira a resenha do primeiro livro da trilogia O Solteirão

Feita por Tamires Bourbon

[RESENHA] Academia de Vampiro : Promessas de Sangue



Livro: Academia de Vampiro: Promessas de Sangue
Autor (a): Richelle Mead
Editora: Agir Editora


Resumo: A vida de Rose Hathaway nunca mais será a mesma. O recente ataque à Escola São Vladimir devastou todo o mundo Moroi. Muitos estão mortos,e outros foram levados pelos Strigoi. Mas apenas uma vítima importa...Dimitri Belikov.

Todos o consideram morto. E, até certo ponto, ele estava. Agora Rose deve manter a promessa que fi zera a ele e viajar ao fim do mundo para encontrar – e matar – seu verdadeiro amor... A mundos de distância da São Vladimir e de sua melhor amiga Lissa, Rose encontrará forças para destruir Dimitri? Ou ela vai sacrifi car-se para ter uma chance em um amor eterno?








Resenha:
Promessa de Sangue 
A vida de Rose Hathaway  não poderia estar mais conturbada. Após a invasão da St. Vladimir, e do sumiço do seu grande amor, Dimitri Belikov, ela se joga em busca, deixando a escola para trás, consequentemente deixando Lissa também-  praticamente impossível, para ir atrás do seu amado.
Promessa de sangue é com certeza um dos melhores livros – Já que para mim é tão difícil escolher só um – Mas por que ele seria um dos melhores? Nele é revelada muita coisa, tanto sobre a vida de Rose – Até que seja um pouco mais no final – Como do antepassado de Dimitri, ou seja, explora mais sobre a família dele, já que Rose vai atrás dele e acaba encontrando seus familiares. Além disso, o livro mostra a existência dos Alquimistas, que também são responsáveis por erradicar os corpos dos Strigois. Em seu passeio/missão pela Rússia Rose, topa com uma alquimista que até agora era invisível para nós, leitores.
Em mais um livro a Richelle te prende até o final, no qual você fica ainda mais desesperado pelo outro livro.

Feita pela Lucyanna Melo

Concurso Literário "Escritores do Clube": A Bruxa de Christchurch

Confiram mais um conto participante da promoção cultural "Escritores do Clube" que rolou por aqui no mês passado.


A Bruxa de Christchurch

As histórias eram muitas e em sua grande maioria, aterrorizantes. Por mais que as intenções de um bruxo fossem boas, ele não seria aceito pela sociedade, especialmente em Christchurch, Nova Zelândia. Ninguém gostaria de bater defronte de um bruxo nas ruas da cidade. Numa época antiga, alguns séculos atrás, bruxos eram criaturas odiadas por todos.
Susan Fettin é uma bruxa poderosa, amável e confusa sobre si. Bruxos são bem mais parecidos com os civis do que todos imaginam, são separados apenas pela barreira do poder. Existiram bruxos maus e bruxos bons, mas para os moradores de Christchurch bruxo bom é bruxo morto. Devido às circunstancias Susan decidiu não ser má. Não lhe agradava a ideia de tomar proveito de suas habilidades sobre as pessoas comuns, ou alimentar seus desejos com magia. Ela queria ser “normal”.
Susan adorava crianças, então, para esconder sua real natureza, aceitou um emprego como babá de duas crianças. Passou a trabalhar para os Walker, uma família bem sucedida e influente na cidade. Moravam em uma pequena fazenda nas extremidades de Christchurch. Uma das crianças se chamava Tony e tinha apenas cinco anos de idade. A outra criança se chamava Lily, uma linda garotinha de apenas um ano. A família era um tanto conturbada. Os pais, o Sr. Jhon Walker e a Sra. Mariah Walker, apenas se preocupavam com o seu trabalho, tinham alguns pontos comerciais espalhados pela cidade. Não davam muita atenção aos seus filhos, embora não faltasse amor e afeto. As crianças passavam dia e noite com Susan. Elas a amavam, amavam mais até que aos seus pais. Tony passou a chamar Susan de mãe, se alguém perguntasse a Tony de quem ele gostava mais ou com quem preferiria estar, certamente ele responderia mamãe, ou seja, Susan.
Para Susan foi fácil conquistar as crianças. Bruxas eram criaturas instáveis, por mais que não gostasse da ideia de utilizar seus poderes para ter vantagem, ela sempre fazia truques ou agradava as crianças com magia. Um brinquedo ou uma comida saborosa era só pensar, fazer alguns gestos, recitar palavras e pronto.
- “Mamãe, mamãe”! – disse Tony eufórico – quero um doce!
- Arrumou a cama hoje? – Perguntou Susan carinhosamente enquanto colocava a frauda de tecido em Lily.
- Sim, mamãe! – Respondeu ansioso.
- Então tudo bem! – Ao lado de Lily, que estava deitada sobre uma mesa, Susan gesticulou rapidamente e recitou uma frase em algum idioma antigo. Surge então um pequeno prato de louça com um delicioso pedaço de doce de morango.
- Aqui está – posicionou-se defronte ao garoto estendeu a mão, entregou o doce, em seguida curvou-se e o beijou na testa.
Susan amava as crianças mais que a se mesma, daria sua vida por qual quer uma das duas. As crianças igualmente a amavam, a obedeciam e recorriam primeiramente a ela sempre que desejavam algo. Os pais eram um tanto “estranhos” para Tony e Lily. Esse “amor” passou a incomodar intensamente Mariah e Jhon, as crianças não mais retribuam o carinho e o afeto da forma que era de se esperar que filhos tratassem os pais.
Mariah e Jhon eram egocêntricos e gostavam da atenção voltada para eles. Quando os filhos passaram a tratá-los com descaso, Mariah sentiu-se ameaçada, então decidiu passar mais tempo em casa, com as crianças. Ela queria diminuir o amor incomodo que as crianças sentiam por Susan.
Certo dia, por volta do fim da tarde, Susan foi passear com Tony, Lily ficou com Mariah em casa. Mariah a pôs pra dormir e foi observar a casa. Ao passar pela cozinha próximo aos aposentos de Susan, ela encontrou um livro marrom de capa dura, aparentemente um livro bem velho. O livro estava bem próximo aos aposentos de Susan, provavelmente colocou lá por descuido.
- Há! – Espantou-se Mariah ao ler a contra capa do livro – “O livro das Bruxas”.
O livro estava repleto de símbolos estranhos e palavras em línguas diferentes. - Não pode ser! Susan é uma bruxa.
Não se tinha relatos de bruxos, magos ou criaturas do tipo há muito tempo em Christchurch. Ela ficou pálida, não podia acreditar que uma bruxa estava responsável por seus filhos. Ela respirou fundo, ouviu o som de passos. Virou-se com o livro na mão. Lá estava Susan, parada, fitando-a. Mariah se assustou ao vê-la, o pouco de cor que restava em seu rosto desapareceu. Susan ao perceber o livro nas mãos de Mariah se assusta, arregala os olhos e alterna rapidamente o olhar entre os olhos de Mariah e o livro em suas mãos.
            -Você... Você é uma bruxa? Perguntou Mariah gaguejando e aterrorizada.
Ambas ficaram em silêncio. Uma encarava a outra.
            - Fora da minha casa, demônio! – Vociferou alterando a expressão de sua face.
Susan não sabia o que fazer. Poderia usar magia e controlar a situação, mas preferiu fugir. Saiu correndo da casa sem rumo, estava confusa.
            Alguns minutos depois, as pessoas atacaram à casa de Susan, que se localizava na rua paralela a fazenda dos Walker, a notícia havia se espalhado muito rapidamente. Todos os seus objetos pessoais, livros, frascos e outros foram lançados numa fogueira montada em frente a casa. Estava destruída, restavam apenas algumas paredes levantadas.
            - Fora de nossa cidade, demônio! – Gritou um dos que atacavam a casa.
Durante semanas, meses Susan foi perseguida, atacada, sua vida tornou-se insustentável. Contudo ela não foi capturada.
            Tempos depois, Mariah encontrou um bilhete próximo de sua casa. “Você destruiu minha vida, espero que goste da dor”. O recado estava escrito em um papel velho, manchado e sujo! “Susan” pensou Mariah. O desespero tomou conta do seu corpo, correu para dentro da casa e mostrou o bilhete a Jhon tremendo.
            - Vamos ter que sair da fazenda. – disse Jhon aflito – da cidade... Vou resolver algumas pendências e amanhã viajaremos.
            Embora Susan fosse de boa índole, quando contrariada poderia simplesmente ignorar seus valores caso isso lhe convier no momento. Assim fez. Ela queria estar com as crianças e iria fazer de tudo pra que isso acontecesse.
            Mariah e Jhon Walker pretendiam fugir no dia seguinte. Estavam assustados, mas não sabiam que o dia seguinte era tarde de mais.
            A noite chegara. As crianças estavam dormindo. Mariah terminava de arrumar as malas. Jhon trocava de roupa, pois acabara de sair do banho. Os dois ouviram um barulho estranho vindo da cozinha. Mariah virou-se para fitar Jhon.
            - O que foi isso?! – Perguntou Mariah extremamente assustada.
            - Não sei, vou ver. Fique aqui. - Disse Jhon determinado, porém com medo.
Jhon desce do seu quarto que ficava no primeiro andar da casa. Mariah escuta um grito alto e rouco. Era Jhon. Ela entra em pânico. E Corre para o quarto das crianças que fica no mesmo andar. Tranca a porta e aguarda aflita. Ela ouve um leve som de passos. Surge um brilho na fechadura, a maçaneta gira e a porta abre lentamente. Mariah está a ponto de um infarto. Ela pega as crianças, que acabam acordando e começam a chorar. Surge Susan de olhos negros e de má expressão.
            - Se arrependerá por tudo que me fez. Disse Susan com uma voz assombrosa.
            Antes que Mariah pudesse dizer alguma coisa, Susan estende a mão e começa a falar em uma língua estranha. Movimenta os braços e mãos lentamente. Mariah grita alto de dor, solta as crianças e começa a levitar. Senti-se sufocada, suas veias tornam-se visíveis. As crianças choram dramaticamente. Mariah começa a sangrar, Susan continua a falar em outra língua e gesticular, agora com mais velocidade. Mariah grita bem alto e cai dura no chão. Está morta.
            A fisionomia de Susan volta ao normal. Ela se aproxima das crianças, que choram mais suavemente em gemidos.
            - Vamos sair daqui? – Perguntou Susan, sorridente, com uma voz doce e delicada, agachada em frente às crianças. Tony ainda assustado balança a cabeça positivamente. Ela pega Lily no braço, segura a mão de Tony e vai embora.
            Nunca mais se ouviu falar de Susan ou das crianças!

domingo, 5 de agosto de 2012

[RESENHA] O SOLTEIRÃO



Livro: O Solteirão
Autor (a):Carly Phillips
Editora: Essência



Resumo: Inconformada com a situação de ser mãe dos três homens mais cobiçados da cidade de Yorkshire Falls que nem remotamente consideram a idéia de se casarem e lhe darem netos, Raina Chandler parte para a chantagem emocional. Aproveitando-se de um ligeiro mal-estar que a leva ao hospital, encena estar à beira da morte e com isso sensibiliza os filhos para que pelo menos um deles atenda seu maior desejo

Leia um trecho do livro Aqui








Resenha:
Primeiro livro da trilogia dos Irmãos Chandler, O Solteirão apresenta o leitor a Roman Chandler, o caçula dos Irmãos Chandler, o solteirão mais desejado de Yorkshire Falls. Assim como seus irmãos Roman não tem a mínima pretensão de ir ao altar tão cedo, porém um inesperado acontecimento poderá acelerar as coisas, querendo ou não.
Quando a superprotetora Raina Chandler sofre um mal - estar e vai parar no hospital, preocupando seus filhos, uma ideia se surge. Apesar de sofrer só uma indigestão ela inventa uma história de problemas cardíacos para que seus filhos possam seguir suas vidas, casarem e lhe dar netos.
Porem não é bem isso que eles desejam e por isso decidem tirar no cara e coroa para ver qual deles irá dar os tão sonhados netos a mãe. Roman perde e com isso sua vida sofre uma grande mudança, uma que nem mesmo ele planejava.
O plano inicial era arranjar uma boa mulher que ficasse na cidade, se casar, ter filhos e depois continuar com sua vida como um jornalista internacional, porem seus planos vão por água abaixo quando um amor da sua juventude Charlotte Bronson reaparece.
Charlotte vem de uma família complicada e com muita bagagem emocional e não pretende se deixar cair de amores por um homem que sairá da cidade e que tem o poder de partir seu coração em milhões de pedaços.
Roman tem que convencê-la de que não é o seu pai, e Charlotte tem que encarar a verdade, superar seu passado e focar no futuro.
A história é maravilhosa, cheia de humor, romance, superação, mistério (que envolve roubo de calcinhas..kkkk ) e cenas picantes (claro..kkkkk )
Eu super recomendo esse livro *****

Feita por Tamires Bourbon

[RESENHA] INSACIÁVEL

Livro: Insaciável
Autor (a): Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 502


Resumo: 
Cansado de ouvir falar de vampiros? Meena Harper também. Mas seus patrões estão fazendo ela escrever sobre eles de qualquer maneira, mesmo que Meena não acredite neles. Não que Meena não esteja familiarizada com o sobrenatural. Veja, Meena Harper sabe como vamos morrer. (Não que você vá acreditar nela. Ninguém nunca acredita). Mas nem mesmo o dom da premonição de Meena pode prepará-la para o que vai acontecer quando ela conhece – e comete o erro de se apaixonar - Lucien-Antonescu, um príncipe moderno com um lado sombrio. É um lado negro que muitas pessoas, como uma antiga sociedade de caçadores de vampiros, preferiria vê-lo morto. O problema é que Lucien já está morto. Talvez por isso ele é o primeiro cara que Meena já conheceu com quem ela poderia ter um futuro. Entenda, enquanto Meena sempre foi capaz de ver o futuro de todo mundo, ela nunca foi capaz olhar para o dela própria. E quando Lucien é o que Meena jamais sonhou como namorado, de repente ele pode vir a ser tornar o seu pesadelo. Agora pode ser uma boa hora para Meena começar a aprender a prever seu próprio futuro. . . Se ela ainda tiver um.

Resenha:
Insaciável é o primeiro livro de uma nova série da Meg Cabot, no qual se trata de vampiros. Ah de novo não! Vampiros outra vez?! Você não gosta das criaturas da noite? Eles arruinaram com sua vida? A de Meena Harper também.
Meena Harper é roteirista da novela Insaciável, e que tem o estranho dom de prever a morte das pessoas. E tudo já não estava indo muito bem em sua vida, quando sua chefa decide que seria melhor para a novela colocar o enredo da “moda”: Os vampiros. Que estava alavancando a audiência da concorrência, a novela Luxúria. Então para levantar a audiência de Insaciável nada melhor que colocar uns vampiros também... Mais tarde em um jantar dado pela sua vizinha Mary Lou (que adora arrumar um par para Meena), Meena conhece Lucien Antonesco, príncipe das trevas que comanda os Dracul, vampiros que se comprometem em não matar humanos ao se alimentar deles. Lucien carrega grandes mistérios para Meena, assim como ela tem mistérios para ele, pois Lucien não conseguia ler com clareza a mente de Meena, e ela não conseguia prever a morte dele. Porém a atração entre eles é mútua.
Como o livro aborda vampiros, teríamos que tem os caçadores. São esses a Palatina, organização supersecreta do Vaticano, que tem como dever exterminar os demônios. E é aí que entra o Alaric Wulf, um palatino, encarregado de ir à Nova Iorque para desvendar o mistério de corpos de jovens mulheres que foram encontrados no parque, extingues de sangue, porém ele acaba se envolvendo em outro caso...
Voltando aos vampiros, Meg Cabot aborda um fato antigo e pouco mencionado nos livros vampirescos de hoje em dia... “O poder” de se transformar em morcegos que os vampiros, supostamente têm. Achei superinteressante isso voltar à tona.
Foi o primeiro livro que terminei da Meg, e gostei bastante. O modo como ela escreve te prende de uma forma incrível, sem mencionar as várias gargalhadas que ela te arranca. Só não sei cinco estrelas por conta de um fato que achei um tanto absurdo, que não posso contar porque é spoiler... Porém o livro é muito recomendado!

Feito por Lucyanna Melo

Concurso Literário "Escritores do Clube": De uma Vampira a Quem Possa Interessar...

Confiram mais um conto da galera que participou do 1º Concurso Literário "Escritores do Clube":


De Uma Vampira a Quem Possa Interessar



1
Ontem, acordei com um pouco de dor de cabeça sem saber o que estava acontecendo. Ao meu lado sentado no chão, estava ele, de olhar sombrio e um sorriso diferente de todos que já havia visto em minha vida. Parecia um lobo faminto com as presas sujas de sangue.
- Você recebeu a graça do senhor da escuridão – dizia ele com uma voz desanimada e um sorriso perverso. – Senhor esse que irá te ajudar nesta tua vida sofrida, todas as dores da tua alma ele irá cicatrizar, e nada mais terá importância, por que neste corpo teu não habita mais alma alguma.
Fiquei confusa, e sentia dores por todo o corpo, mas havia um local que a dor parecia interminável, era o meu pescoço, estava ardendo e queimava como brasa. Passei a mão e percebi que a dor não era em vão, estava sangrando e senti que havia furos naquela região.
– Isso não é nada. – disse ele ao se levantar – Deverá sarar antes que digas teu próprio nome.
E foi o que aconteceu. Ele se levantou e com tamanha rapidez já estava com o rosto encostado a minha pele, senti quando ele passou a língua em meu pescoço, bem na ferida e em um segundo depois nada mais havia ali, nem feridas, nem sangue. E com a mesma rapidez que se levantou ele se afastou e ficou parado olhando para mim.
 Ele começou a falar e suas palavras ecoavam em minha cabeça. Explicou-me no que eu havia me transformado. Um ser da noite, um vigilante do mal, uma criatura possuidora dos dotes maléficos.
O dia havia acabado para mim, não poderei mas ver o brilho das manhãs, só a noite poderia despertar para os meus olhos.
Quando escureceu despertei do meu sono, um pouco cansada admito, e faminta. Estou escrevendo essa carta para tentar desviar meus pensamentos, ainda estou tentando acreditar no que sou, no que me transformei, mas não estou aceitando.
Eu soube naquele momento que nada mas seria comum novamente, havia me tornado uma vampira.
2
Mas aqui estou eu de volta. Desde a minha primeira carta venho pensando muito em como farei para aceitar o que sou.
 Sim, voltei a escrever depois de alguns dias porque não entedia o que se passava em minha vida, comecei a compreender a pouco tempo. Não pedi a imortalidade que tantos desejam e sim, pedi para superar a dor que consumia o meu peito, mas os deuses não me ouviram, e sim o Lúcios, que entendeu o meu suplico de forma estranha e assustadora. Não desejo essa vida nem as piores almas. Mesmo por que isto não é vida, a muito que a vida não existe neste corpo que levanta esta pena para escrever mais uma carta desprovida de sentimentos.
Não sei ao certo quanto tempo se passou desde a minha transformação, mas é como se tivesse passado toda uma vida, desde a infância até a velhice, e depois retornando a ser criança para então envelhecer novamente. Os dias passam e a eternidade me parece algo insuportável.
Passei muito tempo deitada, aceitando o que me era dado para saciar a fome, uma fome sem fim. Lembro-me da primeira noite em que puder sentir no que se baseava a minha fome. Ou seria sede?
Estava em minha cama, a mesma cama que dormia quando ainda era viva, e o Lúcios veio me visitar, não poderia deixar de mencionar o quão belo era aquele ser apesar de todo o medo que nutria em meio peito por aquela criatura, que até aquela noite ainda era bastante desconhecida para mim. Ele me transformou no que sou hoje.
O Lúcios veio andando lentamente, como quem valsa, se aproximou de mim e perguntou – A criança tem fome, sente vontade de beber algo? Sua voz parecia uma melodia da qual eu poderia passar a noite ouvindo e ainda assim não me cansaria de me inundar com aquele som maravilhoso. Mas havia algo na pergunta dele que realmente chamou minha atenção, eu estava com fome, muita fome, mas não tinha vontade de comer nada. Mas ele parecia ouvir tudo o que eu estava pensando e se aproximou de mim, se ajoelhou no chão ao meu lado na cama e trazia em uma de suas mãos uma taça de cristal, que brilhava e cintilava contrastando com o líquido escuro que jazia dentro dela. Eu senti o cheiro e quase por impulso senti meu corpo se erguer e mais rápido do que a minha mente pode acompanhar eu já estava aos pés de Lúcios, olhando paralisada a taça e desejando sentir o gosto daquele líquido que me parecia muito com vinho, mas, sabia desde o momento que coloquei meus olhos nela que o cheiro era muito melhor que vinho, era uma aroma diferente de tudo que já havia sentido em minha vida. Segurei a taça e Lúcios não fez objeção aos meus movimentos, apenas sorriu e fez um sinal com a cabeça como quem indica para continuar a fazer o que já havia começado, a esta altura minhas mãos já envolviam aquela taça e minha boca sentia pela primeira vez o gosto do sangue humano. Não fazia ideia de como era maravilhoso e saboroso aquele líquido. E assim se seguiu, noite após noite, ele vindo me visitar, eu permanecia deitada em minha cama, mas ele vinha, todas as noites e me alimentava. Meu despertar passou a ter um propósito, me alimentar.
3
Ontem à noite o Lúcios veio até a cama e me pediu para levantar e me arrumar pois íamos dar um passeio. Ele estendeu a mão em minha direção, foi quase como se ele implorasse, mas ele nem abriu a boca, eu já estava em pé, ao seu lado segurando sua mão e olhando em seus olhos. E então ele falou – vista o que está sobre a cama. E depois de terminar a frase ele soltou a minha mão e saiu do quarto, não tão rápido como das outras vezes, pude ver que quando estava perto da porta do quarto ele voltou à cabeça em minha direção e depois saiu.
Havia uma enorme caixa branca sobre a minha cama, abri e lá estava um belíssimo vestido. Eu sabia que era um vestido nobre. Era de um tom perolado com muitos bordados em fios prateados quase imperceptíveis a primeira vista, mas que davam um ar de diamante a todo aquele corpete. Um grande decote com fitas cruzando de um lado para o outro nas costas. Tirei da caixa e o vesti, ele era perfeito para o meu corpo. Fui até a sala. Em pé, ao lado das poltronas de chá estava o Lúcios, sempre impecável, com sua cabeça erguida como quem espera ser atacado a qualquer momento, sempre em alerta. Quando entrei senti uma brisa invadir meu peito e passar pelos meus ombros nus. Os olhos de Lúcios vieram de encontro a mim e percorreram aquela criatura que a muito não se levantava da cama, eu.
Não sabia se estava bem vestida ou não, mas sabia que ao entrar naquela sala alguma coisa tinha mudado. Então Lúcios veio até mim, segurou minha mão direita e a ergueu até seu lábio e a beijou.  Que lábios macios e carnudos, tive a sensação de sentir a sua boa se abrir de encontro a minha mão como quem se prepara para dar uma mordida, mas acho que foi apenas impressão. Eu podia sentir leves ondas de emoções, eu sabia que podia sentir o que os outros estavam sentindo, isso começava a explicar a estranha sensação de vento que estava sentindo sempre que Lúcios se aproximava de mim e me tocava, por mais leve que fosse esta aproximação física.
Em meio aos meus pensamentos Lúcios me interrompeu e me chamou
- Vamos criança. Sim, era assim que Lúcios sempre me chamava, desde a primeira noite.
O silencio se fez presente em boa parte do passeio. De repente a carruagem parou, estávamos em frente ao castelo de Melícias, uma estrutura magnífica com três enormes torres e uma ponte sobre um rio que circundava toda a construção.
O castelo parecia uma ilha rodeada de todo aquele rio escuro e belo, cheios de árvores ao fundo e muitas esculturas espalhadas por todo o jardim da frente. A entrada estava repleta de castiçais que formavam um corredor até a ponte e sobre ela formando um caminho, nos guiando até o portão principal de entrada. Tudo estava perfeitamente harmonizado, exceto eu, pobre imortal, que não fazia a mínima ideia do que me aguardava lá dentro.
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