Sinopse: A melancolia é a forma mais profunda de demonstrarmos nossos sentimentos de intensa tristeza, raiva e abominação por conta daquilo que nos arrenega. Mas existe outro modo de assistir a melancolia em cena. Aquele sentimento mais sensível que nos remete para baixo, pondo-nos a uma situação de puro torpor e decadência. Esse modo seria tirar proveito da sensibilidade que nos rodeia e amadurecermos quanto ao fato de sabermos que sem tristezas não há alegrias. Seria como um grande contraste entre o bem e o mal, o doce e o amargo, a luz e as trevas.
Essa parte melancólica que nos consome quando sentimos falta de algo que nunca tivemos, ou quando a “nostalgia” vira uma doença, onde tudo fica mais difícil de ser esquecido.
A melancolia faz parte do ser humano, assim como cada órgão que possuímos. E a sensação de tê-la pode parecer simplesmente dolorosa, contudo, a felicidade só vem realmente quando a melancolia deixa de ser uma parte de si mesma. Onde podemos desfrutá-la enquanto habita em nosso interior de forma que possamos aprender com a dor, um modo de amadurecermos e nos amarmos da maneira que somos. De mostrar à luta do dia a dia que somos mais fortes; que possuímos uma garra inigualável. Que mesmo quando toda essa consternação vem desfrutando de nós, obtemos força naquilo que mais amamos para parti-la ao meio.





