quinta-feira, 20 de outubro de 2016

[CRÍTICA] OUIJA - ORIGEM DO MAL

Ouija – Origem do Mal

Lançamento: 20/10/2016
Elenco: Annalise Basso, Elizabeth Reaser, Lulu Wilson, Henry Thomas, Sam Anderson, Doug Jones, Kate Siegel e outros.
Diretor: Mike Flanagan
Distribuidora: Universal Pictures
Nota: ★★★★
Crítico: Gleydson Santos



Alice (Elizabeth Reaser)é uma falsa vidente e  usa suas filhas para tentar ganhar dinheiro e dar conforto a pessoas que sofreram uma perda recente. A família tem problemas financeiros desde que o marido da 'vidente' morreu, então ela procura novas formas de 'melhorar' suas sessões e um tabuleiro de Ouija parece ser a coisa certa a usar. Só que quando a jovem Doris (Lulu Wilson), de nove anos, prova ser capaz de canalizar os mortos, tudo muda completamente na vida dessa família.

Logo no início do filme somos apresentados à uma casa de subúrbio no ano de 1967 em Los Angeles, na qual encontram-se um idoso com sua filha reunidos na sala de jantar com a ´vidente'  Alice, para convocar o espírito da saudosa esposa. A sessão estava caminhando bem, até que uma sombra que espreitava a janela ataca as pessoas e as espanta do local. confesso que me assustei Mas logo em seguida descobrimos que tudo não passava de uma   farsa elaborada conjuntamente com suas filhas, Lina (Annalise Basso)  a adolescente, e a caçula Doris  para que os clientes acreditem realmente que estavam na presença de algo sobrenatural.


E como todo adolescente a Lina não seria diferente e logo arruma uma maneira de sair de casa sem sua mãe saber para ir a uma digamos assim social na casa de uma amiga. Lá, ela encontra o tabuleiro ouija e seus amigos resolvem experimentar o jogo mas logo em seguida a festa acaba quando a mãe da anfitriã descobre a festa não autorizada, o que leva também à descoberta do que aconteceu pela mãe de Lina. No dia seguinte, Alice se depara  com o jogo em uma loja, acreditando que seria algo diferença à encenação no seu trabalho, ela decide utilizá-lo como instrumento em suas sessões com clientes. O que acontece é que, ao preparar e organizar a mesa, a fim de poder controlar os movimentos da palheta, Alice sem intenção convoca Marcus, um espírito maligno que posteriormente possui o corpo da filha mais nova. A partir daí, os estranhos sinais que ela começa a apresentar despertam a preocupação de Lina, a qual busca auxílio do diretor de sua escola: o Padre Hogen (Henry Thomas).


Como todos os filmes, Ouija - Origem Do Mal tem seus momentos inadequadamente abordados como a  forma em que todos em volta de Doris ignoram o fato de ela falar com mortos e mudar completamente de comportamento desde que passou a usar o tabuleiro, como é que sua filha consegue se comunicar com os mortos e você continua agindo como se nada tivesse acontecido e também o roteiro acerta em cheio em colocar um Padre que nos deixa em dúvida sobre sua divindade, uma mãe  que ganha a vida de uma forma questionável e uma adolescente que vive sua fase “aborrecente”. O cenário é perfeito pro roteiro e a câmera faz muito bem o  trabalho em transformar a casa em um lugar claustrofóbico ao abusar dos closes e ação em espaços apertados. Sem deixar de comentar alguns  erros de roteiro e de lógica, como a decisão dos protagonistas de apenas mudar de quarto para 'enganar' os fantasmas na esperança de estarem sozinhos. como se a porta fechada os impedisse de ouvi-los Enfim, Ouija- Origem do Mal melhora muito e até apaga tudo que vimos de errado no primeiro filme. Se você gosta de um terror básico, vai gostar desse filme.  

               
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