segunda-feira, 31 de março de 2014

DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO


Olá pessoas, quanto tempo!



Bem, sumiços a parte, hoje vim falar sobre um assunto muito importante: Autismo.



Mas antes de tudo, vocês sabem o que é o Autismo?



O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), também conhecido como Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Autismo, Síndrome de Asperger, Hiperlexia e Transtorno Semântico-Pragmático, é um distúrbio do desenvolvimento que normalmente surge nos primeiros três anos de vida da criança.

Esse distúrbio atinge a comunicação, a interação social, a imaginação e o comportamento, e diferentemente do que algumas pessoas pensam, não é algo que a criança pode contrair, e também não é causado pelos pais. É uma condição que prossegue até a adolescência e vida adulta, contudo, todas as crianças com TEA continuarão a demonstrar progresso no desenvolvimento. O TEA não é um distúrbio perceptível até que a criança alcance alguns meses ou anos de vida. O bebê autista parece um bebê normal, e muitas vezes os pais demoram mais que alguns meses para perceber o distúrbio, pois existem vários níveis para o TEA. Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a rígidos e restritos padrões de comportamento. Certos adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém, os problemas de comunicação e socialização causam, frequentemente, dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral na sua luta para uma vida independente. Pais de autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes dos seus filhos terminarem a escola. 


Porque é importante saber sobre o Autismo?

Pois estimativas atuais mostram que o TEA, abrangendo todos os diagnósticos do espectro, ocorre aproximadamente dois a sete em cada 1.000 indivíduos. É cerca de três a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.  
Também por causa de um mito comum: que é de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa retardada ou que sabe poucas palavras (ou até mesmo que não sabe alguma). Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem, em alguns casos, pode realmente estar presente, mas nem todos são assim. Às vezes é difícil definir se uma pessoa tem um déficit intelectivo ou se ela nunca teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente. Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem inteligência acima da média.
Aqui no Brasil há vários livros que abordam esse tema...


Livro:
Passarinha 
Autora: Kathryn Erskine
Editora: Valentina

Sinopse:
No mundo de Caitlin tudo é preto ou branco. As coisas são boas ou más. Qualquer coisa no meio do caminho é confuso. Essa é a máxima que o irmão mais velho de Caitlin sempre repetiu. Mas agora Devon está morto e o pai não está ajudando em nada. Caitlin quer acabar com isso, mas como uma menina de onze anos de idade, com síndrome de Asperger ela não sabe como. Quando ela lê a definição de encerramento ela percebe que é o que ela precisa. Em sua busca por ele, Caitlin descobre que nem tudo é preto ou branco, o mundo está cheio de cores, confuso e bonito.




Um é o: Nascido em um Dia Azul,

Autor: Daniel Tammet
Editora: Intrínseca


Sinopse:

Esta é a história de Daniel Tammet, um gênio da matemática capaz de aprender línguas estrangeiras em uma semana e memorizar 22.514 casas decimais do número pi. Os cientistas o consideram uma das chaves para compreender o funcionamento da mente.
Que quebra o mito sobre o Autista ser uma pessoa com capacidade intelectual baixa, mostrando que muito pelo contrario, o menino é um gênio! Mas lembrando que essa não é uma situação absoluta.








Livro: O que me faz pular

Autor: Naoki Higashida
Editora: Intrínseca


Sinopse:

Naoki Higashida sofre de autismo severo. Com grande dificuldade de se comunicar verbalmente, o jovem aprendeu a se expressar apontando as letras em uma cartela de papelão, e, aos treze anos, realizou um feito extraordinário: escreveu um livro. Delicado, poético e profundamente íntimo, O que me faz pular traz uma nova luz para entendermos a mente autista. O jovem explica o comportamento muitas vezes desconcertante das pessoas com autismo e compartilha conosco suas percepções de tempo, vida, beleza e natureza, apresentadas em um relato e um conto inesquecível.



Que quebra o mito dos autistas sobre eles viverem no seu próprio mundo, que não gostam de interagir com as pessoas. Como o próprio autor fala, eles apenas pensam de uma maneira diferente e não sabem como iniciar ou manter uma conversa, não é que eles queiram estar sozinhos, eles apenas não sabem como agir.


Vale lembrar que sempre que vocês conhecerem alguém em uma situação diferente da “normal” leiam e pesquisem sobre. O maior problema da humanidade é o medo do “diferente” e o preconceito com o mesmo. Pesquisem e entendam, procurem informações sempre, antes de criar uma opinião definitiva sobre o assunto. 



Espero que tenham gostado, e que esse texto tenha sido útil para vocês. 

Beijossss




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