segunda-feira, 27 de agosto de 2012

[RESENHA] Adormecida



Livro: Adormecida
Autor (a): Anna Sheehan
Editora: Lua de Papel

Resumo: Rose Fitzroy esteve dormindo profundamente por décadas .. Imersa num um sono induzido, esquecida em um porão por mais de 60 anos, a jovem foi tratada como desaparecida enquanto os anos sombrios pairavam sobre o mundo. Despertada como por encanto e descobrindo-se herdeira de uma corporação multimilionária, Rose vai entendendo pouco a pouco, tudo o que aconteceu em sua ausência. Ela descobre que seus pais estão mortos. O rapaz por quem era apaixonada não é mais que uma mera lembrança. A terra se tornou um lugar estranho e perigoso, especialmente pra ela, que terá de assumir seu lugar à frente dos negócios. Desejando adaptar-se à nova realidade, Rose só consegue confiar numa pessoa estranhamente familiar. Rose até gostaria de deixar o passado para trás, no entanto, ao pressentir o perigo, percebe que precisa enfrentá-lo - ou não haverá futuro.



Resenha:
Antes de qualquer coisa tenho que dizer... não sei o ano em que ela entra em “estase”, nem o ano em que ela acorda (e isso está me matando).
Tentarei resenhar a história sem contar a história, porque senão todo o mistério vai pro ralo e a história perde a graça.
A história já começa num futuro (pelo menos eu entendi assim) onde Rose Samantha Fitzroy é nossa personagem principal, ela vive no mais alto conforto, é a filha obediente e nunca se rebela contra os pais, que são os poderosos cheios da grana. Foi criada no medo e a qualquer estresse, ou pelo meu ver, demonstração de emoção foi colocada em “estase” (estase é um estado de dormitação forçada, a pessoa é colocada numa máquina onde é induzida ao “coma”, só que suas células não envelhecem).
O que acontece é que devido a causas desconhecidas (onde você só descobre no fim) ela foi colocada em estase e só voltou a acordar após um “acidente” 62 anos depois.
Quem a acorda é Bren, ele é o filho dos novos administradores do Condomínio Unicórnio, e quando bate por acidente no tubo de estase onde Rose se encontra aciona o mecanismo de despertar.
Rose fica um pouco perturbada, fraca e doente após acordar 62 anos depois. Desorientada pela descoberta de que todas as pessoas que ela amou estão “mortas”. Confusa pelo fato de terem deixado ela tanto tempo adormecida. Fraca por passar tanto tempo em estase.
A única saída dela é a pintura, onde ela consegue expressar e analisar as pessoas.
Na história há vários personagens marcantes como Otto, um hibrido criado em laboratório que conseguiu uma bolsa de estudos e o direito de humanidade graças a muita luta e esforço. Ele não fala, ele é diferente mas é o único que consegue entender um pouco o que Rose está passando.
Ron, é o avô de Bren e depois você descobre que ele é muito mais do que isso. Guillory é o novo presidente das Corporação Universalmente conhecida, a UniCorp, ele é ganancioso, um pouco mal caráter e só pensa no poder. E não posso deixar de citar o Xavier, o amor da vida de Rose.
A história é muito estranha, mas você não consegue largar o livro. A curiosidade é grande e a autora faz o leitor ficar preso no livro até o fim (admito que chorei no fim). O livro é cheio de reflexões e descobertas da própria identidade. Ao final faz o leitor refletir um pouco sobre a própria vida e escolhas feitas.
Tive meus momentos de achar o livro chato e de amar o livro... após acabar minha opinião sincera é que... eu preciso ler o próximo..kkkkkk

Eu recomendo muito o livro.
*****

Feito por Tamires Bourbon